Ente do mal

Tudo bem? Venho humildemente lhe convidar a ler minha obra: Ente do mal. https://my.w.tt/UiNb/qOLnGgDKcI

Se gostar deixe seu comentário e voto isto me ajudaria bastante.

Prólogo:

Há alguns anos atrás uma guerra foi traçada entre vampiros e lobos, com o desígnio de conquistar terras em Craós consequentemente muitos humanos foram transformados e mortos. Após este período lamentoso foi realizado um acordo entre as duas espécies, a pequena cidade pertenceria apenas aos vampiros e os campos ao redores pertenceria as alcateias de lobos que eram compostas pelas tribos de índios. Em meio a estes conflitos alguns humanos se tornaram caçadores destas criaturas noturnas causando quase a sua extinção, foi quando surgiu uma lenda do Livro Destinado. Uma obra originada pelos índios com o intuito de documentar a luta contra extinção dos vampiros e lobos ameaçados por criaturas mais sombrias e perigosas. Em pavor disto as duas espécies voltaram a confrontar-se em busca do livro, e foi então que Emmy decidiu esconde-lo de todos, em consequência disto veio a falecer deixando seus netos em busca de respostas. Sua preferida Vitória descobre sobre este mundo sombroso e agora tem o destino de continuar o ofício da sua avó, proteger a obra com sua vida. O que ela não esperava era se apaixonar pelo detetive Jack e ser vítima de escolhas indecisas entre as duas espécies, vampiros e lobos.

Autora: Ellen K.

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01/11 Sou uma flecha e um lobo.

Livro 01 – Vitória – Castelo Para Vampiros

Volto para casa mancando por conta da perna, carrego uma mochila com um segredo que os índios me contou sobre minha avó, abro a porta e me deparo com Júlia.

-Meu Deus onde estava? O que houve com sua perna? -Pergunta ela preocupada.

-Eu apenas cai. -Digo jogando a mochila ali no chão, ela põe seu braço em meu pescoço e me leva para sentar no sofá da sala.

-Fique aqui eu vou fazer um curativo.

-Obrigada!

-Jack esteve te procurando. O que houve? Ele disse que nosso pai foi preso por porte de arma. Sabe de algo? -Pergunta ela limpando minha ferida com um pano úmido.

-Nao. -Respondo olhando para ela que é tão linda, não é errado Jack sentir atração.

-Você gosta dele? -Pergunto lembrando da visão que tive mais cedo.

-O que? Não, eu não. -Ela fica nervosa como se quisesse guardar o segredo.

-Ele é mais velho, mais maturo e atraente mas não quero ir além disto. Quero ser independente entende? -Pergunta ela enfaixando minha perna.

-Sim. -Respondo, alguém bate na porta, sinto o cheiro, é Jack.

-Nao, não abra. -Peço a Júlia.

-Vitória não pode ficar fugindo da polícia, eu já volto. -Ela caminha até a porta e corro para conzinha.

-Vitoria já voltou? -Ouço a voz doce de Jack cato a mochila e fujo.

+++

Vou atrás de Dodge mas não o encontro, decido então ligar.

-Dodge! Preciso de um favor seu! Me encontre na praça. -Peco.

-Você já encontrou o livro? -Pergunta ele mas Desligo.

Chego a praça e ele se despede de Gabriela para falar comigo.

-Você é sem educação sabia? Como está andando ao sol?

-Escute! Jack já sabe de mim, ele não vai me deixar em paz até me prender. Estou ao sol por que conheci outro amigo e ele está no quarto de Tânia pronto para terminar de mata-la se você não cooperar.

-Nao posso hipnotiza-lo então é bom ter um plano!

-Por que não pode hipnotiza-lo?

-Eu não sei! Talvez seja um descendente! 

-Nao. Não pode ser! 

-Então me dê uma boa explicação para isto.

-Esta bem, vamos ao plano. Eu vou convece-lo a me deixar em paz, vamos arranjar um encontro, eu, você e ele. -Explico a Dodge.

-Você já entendeu não é Jack? Se tentar fazer qualquer gracinha eu termino de matar sua namorada Tânia. Venha até a ponte. -Digo a Jack por telefone.

+++

Após alguns minutos Jack chega no carro da polícia e Dodge pede pra parar, fico na ponte ouvindo tudo de longe. Estou sentada ao chão que é feito de pedras, embaixo há um pequeno córrego, sinto o sol bater em meu rosto, é uma sensação deliciosa.

-Você não a machucaria , está blefando! -Diz Jack.

-Acha que concordei com isto? Foi de Vitória a ideia! Ela tem outro amigo. Agora fica calado e vire-se pra eu te revistar.

-Você é um não é?
-Sou um rebelde. -Diz Dodge ouço ele jogar as armas de Jack em uma caixa.

-Eu não gosto de você , se está vivo ainda, agradeça a Vitória. -Diz Dodge, em seguida Jack vem em minha direção. Estou de costas a ele.

-Senta, é uma história demorada!

-Devia ter 

-Confiado em você? Eu vi o futuro, eu sei o que pretendia fazer. Não marcamos este encontro pra falar da minha rebeldia e das mortes na cidade. Te chamei aqui para lhe explicar por que não pode prender. -Explico e ele senta ao meu lado com as pernas opostas as minhas.

-A sua perna! 

-Esta é a grande vantagem. Escute Jack há algo a mais nesta cidade. O grande mal aqui não é eu. 

-Talvez seja Dodge.

-Nao apenas ele! Há outros, são mais fortes, mais rápidos e mais inteligentes, são originais. Você sabe o que é um original?

-Sim mas eles não estão aqui. Não pertence a este país, não há nada aqui de interessante para eles.

-Você está errado. -Digo e respiro para contar toda a verdade.

-Minha avó. Ela morreu protegendo um livro. Ele está preso dentro da casa. Eles querem! -Explico e olho em seus olhos castanhos.

-Eles obrigaram meu pai e agora está obrigado a mim. Se eu não encontrar vão matar sua princesa Júlia!

-Ela não é minha! Eu não gosto dela. Você não entende não é. A princesa aqui não é elas, é você! É com você que quero estar e por isto quero te ajudar. -Ele declara, deito ao chão encarando o sol que está quase se pondo.

-Nao pode me amar. -Digo e ele também se deita de modo que apenas nossos olhos se encontram.

-Por que não? Por que é uma vampira? 

-Su sou um monstro e gosto de ser assim. -Volto a olhar o sol.

-Mas também gosta de ser princesa. Eu não vou te entregar e te prender, se você precisa mesmo encontrar este livro eu posso ajudar. -Informa ele, continuo olhando para o sol.

-Isto é ? -Pergunta Jack também olhando para o sol.

-Parece um. -Digo.

-Eclipse! -Afirma ele.

-Mas isto estava previsto? -Pergunto.

-É incrível e lindo, assim como seus olhos. -Ele diz, paro de olhar o eclipse e encaro Jack, seus olhos são lindos, pisco e minha visão começa a embaçar.

-Jack! -Digo fraca desmaiando.

Pisco tentando acordar mas a fraqueza toma conta de mim. Fico desacordada por alguns minutos, ouço Jack me chamar e gritar, minha cabeça estar a doer e meu coração está disparado a mil, sinto meu corpo frio mas estou suando.

-Vitória! VITÓRIA! Acorde! 

-Jack! -Digo mais uma vez recuperando o fôlego. 

Voto a enxerga-lo melhor.

-Ta tudo bem! Tudo bem! Foi apenas um susto. -Ele encosta sua cabeça junto a minha de modo que nossas bocas quase se encontra.

-Desculpe deve ser a doença, sabe a cada dia piora.

-Sinto muito! Mas saiba que estou aqui! -Diz ele, balanço a cabeça. 

Não sei o que está acontecendo mas sinto que preciso aproximar mais dele. Sinto o cheiro de seu sangue.

-Eu sei que é difícil controlar mas quero muito tentar! Por favor! Deixa eu! -Antes que ele peça pra me beijar balanço a cabeça afirmando, fecho os olhos e aguardo fazendo o possível para me manter no controle.

Estamos quase la mas somos interrompidos.

-Vitoria! temos companhia! -Diz Dodge.

-O que? -Levanto espantada. Ouço helicópteros.

-Você nos entregou? -Pergunto.

-Nao! Eu juro! Eu não fiz nada! -Diz Jack.

-Então como eles nos encontraram? -Grita Dodge!

-Eu não sei. Vocês devem estar grampeados! -Defende ele.

-Jack leva isto! Dodge temos que ir! -Entrego a mochila a Jack e fujo com Dodge, sou atingida com uma bala de madeira. 
Caio ao chão.

-Vitória venha vamos! -Chama Dodge me puxando! Os helicópteros estão em cima de nossas cabeças prontos para nos levar.

-Nao podem mais fugir! -Grita um policial, eles invadem a ponte e vem em nossa direção.

-Dodge fuja. Eu não vou conseguir mesmo! Fuja! -Grito e ele corre. Os policiais me cercam e atiram em mim, minhas presas nascem fico nervosa e quero mata-los mas estou muito fraca. 

-Segurem ela! -Grita Alan descendo do helicóptero por uma corda pois ainda está voando.

Fico mais furiosa, não posso deixar eles me prender, preciso encontrar o livro e proteger minha irmã.

-Segurem ela! Prendam-a! -Grita Alan, os guardas me seguram pelas pernas e braços, luto tentando sair, lembro-me de Emmy, papai e minha irmã, lembro-me de Tânia, grito e minha força volta, liberto o monstro que está em mim, me transformo em lobo rasgando minhas roupas.

-Ah meu Deus, abortar! Corram -Grita Alan correndo para a corda. 
Termino de me transformar e arranco as cabeças de todos os guardas ali, alguns tentam fugir mas corro atrás e os ataco, eles tentam atirar mas sou mais rápida, vou pulando de um em um e observo Alan fugir, consigo deixar todos mortos ao chão, Alan é puxado para o helicóptero, corro e pulo em suas pernas tentando impedir, mordo seu pé esquerdo e arranco. Caio ao chão e vejo que seu pé voltou a crescer. Ele é um vampiro, está é a única explicação! Uivo furiosa.

+++

***Jack

Chego em casa preocupado com Vitória e abro a mochila. Não entendi o que aquilo significava, havia uma flecha ali e um pedaço de papel escrito Emmy. Passo os dedos em cima e sinto algo, ponho o papel em frente a luz e vejo escrito.
-Sou uma flecha e um lobo. Vale dos espinhos: 8,5,3,7.

+++

***Vitória

Após o ocorrido na ponte eu tinha que me alimentar, estava com muita fome, a cada dia isto piorava, quanto mais me alimentava mais faminta ficava. Cheguei em casa peguei uma faca e um garfo, voltei às ruas e avistei um homem que provavelmente estava voltando do trabalho. Sempre com meu vestido preto me sentia mais forte. Eu o segui, ele logo percebeu e acelerou os passos. Insisti, caminhei um pouco mais rápido. O homem caminhava rapidamente e olhava várias vezes para trás. Aquilo me deixava ainda mais com fome, me dava mais vontade de mata-lo. Seu medo fazia seu sangue esquentar e eu pude sentir. O homem continuou andando ligeiro e eu estava apenas alguns passos dele. Ele olhou novamente para trás e correu. Infelizmente ele alcançou a sua casa e entrou, como não podia entrar fiquei ao lado de fora. Esperei outro vim. 
Não demorou muito e uma mulher apareceu na rua, assim que ela me viu ficou com medo. Passou por mim e eu pude sentir ainda mais de perto seu medo, seu cheiro e seu sangue. A segui, ela fez exatamente igual ao homem, acelerou os passos. Mas desta vez eu não ia vacilar. Corri rápido parei em sua frente.

-O que está fazendo? -Ela perguntou amedrontada.

Mostrei o garfo e a faca. 

-Vou jantar! -Apenas gritos em diante.

Continua…

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01/10 Não somos apenas índios!

Livro 01 – Vitória – Castelo Para Vampiros

Aquele não era um bom dia pra mim, já não bastava fugir de Jack e agora tinha que fugir dos índios também, eles me prenderam em uma árvore e me passou conceitos ridículos de sobrevivência, mas se eu me fizesse de vítima poderia ganhar um presente e não ter mais que trabalhar para Dodge. As cordas estavam me ferindo muito e minha fome já estava grande. Meu nariz começa a pingar sangue. Me lembro de uma faca na capa, alcanço o bolso e pego com todo cuidado para que eles não vejam.

—Vamos iniciar a transição, vou lhe dar sangue humano você está prestes a morrer. —Informa o índio. Começo a corroer a corda com a faca.

—Promete que me fará andar ao sol e deixará ver minha família após isto, por favor é.

—Marlon! —Informa.

—Por favor!

—Vitória, é contra nossas regras! Você pode se descontrolar lá fora e matar alguém! —Diz ele.

—Você precisa me soltar eu tenho um bom motivo! —Nao será fácil convencer, terei que dizer a verdade.

—Esta bem vou lhe dar a chance de me informar o bom motivo.

—Existe um livro que outros vampiros estão querendo, estão usando minha irmã como meu ponto fraco, eles querem que eu encontre já que meu pai não foi competente no serviço.

—Esta não! —Indaga ele.

—Eu sou filha de Thomas. —Explico e rasgo a corda! Me solto e tento correr mas os índios me cercam apontando suas flechas, uma atinge minha perna esquerda. Puxo com força e tiro, meus olhos se enchem de lágrimas com a dor.

—Esperem não a machuquem! —Pede o índio gritando.

—Marlon ela não está pronta! —Diz o chefe.

—Ela é a filha de Thomas, é nossa única chance, precisamos proteger aquele livro, ela irá nos entregar. Não é Vitória? —Pergunta o índio! Penso em lutar mas são muitos índios e meu nariz está sangrando, não é um bom sinal.

—O livro! Nós precisamos do livro, não pode parar em mãos erradas se não será nosso fim! —Grita o chefe.

—Você como descendente de Emmy, deve nos livrar do mal. —Pede Marlon.

—Conheceram minha vó? —Pergunto surpresa.

—Sim, ela morreu protegendo este livro, agora você sabe por que não pode dar isto a eles. —Explica o índio, meus olhos se enchem de lágrimas, balanço a cabeça e concordo.

—Ela precisa voltar para casa sozinha. É necessário fazer o feitiço  contra o sol. É contra as regras entrarmos na cidade. —Informa Marlon.

—Mas por que? —Pergunto.

—É um trato que fizemos com os agentes da delegacia. O que entra na floresta pertence a nós e o que entra na cidade pertence a eles. —Explica o chefe.

—Eles conhecem vocês? 
—Sim, não somos apenas índios! Não somos apenas vampiros! —Diz Marlon. Todos os índios exceto o chefe se transformam em lobos.

—Traga o livro! 

Continua…

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01/09 Como os vampiros tem se multiplicado?

Livro 01 – Vitória – Castelo Para Vampiros

***Jack

Chego ao hospital e me deparo com Tânia em coma, o acidente foi um terrível acontecimento, logo seu pai quer saber se descobrir algo.

—Identificou ele?

—Lamento. Vitória estava muito nervosa na hora do acontecimento, ela me informou que não viu nada. —Explico.

—Será que você não percebe? —Pergunta Alan passando as mãos em seus longos cabelos loiros.

—O que?

—Vitoria é uma das nossas. Ela é a principal suspeita. Pensa Jack! Como ela conseguiu seu número? Como ela te telefonou? —Acusa ele.

—Nos não temos provas! Eu não a vi cometendo nenhum crime!

—Ela é mais inteligente do que os outros e está mentindo pra você! 

—Não. Não está , eu fiz o teste! —Defendo.

—Você está apaixonado por esta garota, está claro isto! Mas você tem que ser esperto e ver que ela é o grande mal desta cidade. 

—É impossível! —Continuo defender Vitória como se ele tivesse razão. Acho que me apaixonei mesmo por esta garota.

—Não Jack. As imagens da câmera de segurança da delegacia foram deletadas, alguns de nossos arquivos foram remexidos e levados. Aquela Verbena foi trocada, é por isto que o seu teste não deu certo! Estamos um passo atrás por conta da sua ingenuidade. Quero que investiga este caso e você mesmo prenda a princesa. —Ele ordena e sai do quarto. 

Encaro a frágil garota loira deitada naquela cama e me pergunto por que acabou tão rápido? Por que não consigo mais sentir atração por ela? Por que meu coração dispara quando estou próximo a Vitória? Teria razão o seu pai? Eu me apaixonei? Mesmo que isto esteja acontecendo não posso ignorar todas as mortes e crimes naquela cidade, se ela for a culpada devo prende-la.

+++

***Vitória

Após o ocorrido ficou tudo muito confuso para min. Cheguei em casa, abri a porta e algo aconteceu.

—Não se mecha! Eu sei o que você é! Sei das mortes, da delegacia e de Tânia. —Informa Jack.

—Não Jack pare! Não pode me prender. Isto vai muito além! —Digo

—Vitoria eu posso te ajudar! Estamos lidando muito bem com Thomas. Confie em mim!

—Não posso me desculpa! Se eu não fizer o que eles me pede vão machucar minha irmã. Por favor! —Peco.

—Esta tudo bem! —Ela guarda a arma.
Me aproximo quase sem medo.

—Preciso te contar uma coisa! Sobre nós! 
—Informa, me aproximo mais.

—Eu me apaixonei por você! —Revela Jack. Me aproximo e fico mais perto dele.

—E é por isto que vou te prender! —Jack puxa uma estaca da sua cintura e enfia em minha barriga.

Abro os olhos e percebo que nada aconteceu. Eu apenas vi o futuro. Escuto o barulho da sirene do carro da polícia, devo sair dali logo o mais rápido possível.

Ponho minha grande capa que me protege do sol e corro até a floresta. Subo em uma árvore e observo Jack chegar. Assim como na minha visão ele pega uma arma e entra na casa mirando para todos os lados. Eles sabem de mim! Não sei o que fazer agora. Não tenho muito tempo pra encontrar o livro, devo apenas ligar pra minha mãe e pedir pra levar minha irmã mas esta não irá aceitar tão fácil. E agora? O que eu faço? Sinto uma pancada em minha nuca, Caio da árvore e apago.

+++

***Marlon o Índio

—Temos mais uma! —Levamos a princesa para a cabana.

Apos alguns minutos ela acorda assustada.

—O que? Quem é você? Por que estou presa? Me soltem! —Grita tentando se soltar mas não irá conseguir pois a prendemos amarrada na árvore com cordas banhadas de verbena. 

—Índios! —Diz ela.

—Não se preocupe! Não iremos te machucar! —Informo.

—Já estão me machucando! Me soltem pra conversarmos por favor! —Ela pede.

—Primeiro me diga sobre as mortes. Foi você? —Pergunto.

—Quem é você?

—Com toda certeza não sou seu jantar!

—Não fui eu! NÃO FUI EU! NAO FUI EU! —Grita ela em desespero.

—Sou um índio, estou a procura de vampiros.

—Para mata-los? 

—Não. Para brincar de derruba-los da árvore. —Digo em Ironia.

—Não sou um. Não ainda. —Diz a garota.

—Ainda não completou a transição? —Pergunto.

—Não pretendo completar. Não posso viver assim. Prefiro morrer. —Preocupado com o que acabo de ouvir me aproximo ao chefe da tribo e pergunto o que devo fazer.

—Como os vampiros tem se multiplicado? —Pergunta ela gritando.

—São vocês? —Completa.

—Trafico. —Respondo voltando para próximo da garota.

—O que isto influencia? 

—É uma droga diferente baseada em dois conceitos. Primeiro matar o humano e depois o transformar. Algum vampiro muito forte, provavelmente o sangue de um original está servindo como o segundo conceito, o de transformar. O resto você já sabe, vem a fome.

—Por que isto? 

—Não sabemos ainda. Mas temos um plano de sobrevivência. Estamos procurando os vampiros e mudando-os. —Explico e ela sorri.

—Como podem ser tão estúpidos? —Ela caçoa.

—Quando me transformei matei muitos e eles me ajudaram. —Explico.

—Eu não preciso da sua ajuda. Já disse que não vou ser assim.

—Você pode controlar depois que completar o ciclo. Não tem escolhas. Se não fizer irá morrer!

—Não tenho nada a perder!

—Nao precisa ser assim. Nao precisa  matar ninguém. Pode fazer coisas comuns como pessoa comum. —Explico.

—Posso andar no sol? 

Continua…

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01/08 Voce devia prestar socorro!

Livro 01 – Vitória – Castelo Para Vampiros

Lembro-me de brincarmos no parquinho, eu a empurrava no escorregador e em seguida ela fazia o mesmo comigo, brincávamos no balanço, corríamos por todo parque, nos enterramos na areia, dividimos sempre nossos lanches, sempre estivemos juntas em todos os momentos.

—TÂNIA! —Grito e corro até ela. O motorista sai com o carro, não consigo identificar e não consigo ter nenhuma reação no momento. Me ajoelho próximo a garota e apoio sua cabeça em meu colo.

—Por favor volte! Acorde! Me perdoa! Eu não sabia! Tania! —Grito balançando-a mas a garota não reage. Tenho uma idéia, ligar para Jack mas tenho que tomar cuidado pois serei vista como culpada.

—Jack. Por favor! Me ajude! Tania foi atropelada!

—Vitória? O que está dizendo? Onde vocês estão? —Pergunta ele preocupado.

—Aqui em casa! —Choro ao telefone.

—Estou chegando, ela está acordada? O que foi que aconteceu? —Desligo o telefone pois tenho que ser rápida e dar o fim no telefone de Tânia. 

Cato do seu bolso e o jogo no fogão de lenha que há no nosso quintal.

—Vamos, vamos! —Torço pra que queime logo. Ouço as sirenes, corro até o corpo da garota e espero os policiais e bombeiros se aproximar.

—Minha filha! O que aconteceu com ela? 
—Grita Alan saindo do carro.

—Por favor não toquem no corpo. Deixem que a gente cuida. —Pede o médico da ambulância.

—Ela vai ficar bem? Está viva? Me digam! —Grita Jack.

—Por favor acalmem-se. Por sorte a garota está viva. —O médico a coloca na maca e a põe na ambulância.

—Jack irei acompanha-la. Faça o interrogatório! —Ordena Alan entregando as algemas e chaves. 

—Jack eu não fiz nada, tem que acreditar em mim. —Peço.

—Me diga o que aconteceu esta bem? Fica calma.

—Ela chegou nervosa e com medo, um cara a assaltou e fez o corte no braço esquerdo. Ela disse que queria falar com você então logo procurei meu telefone mas quando me virei ela estava no meio da estrada e o carro a atingiu. Não consegui identificar o motorista e nem ter alguma reação quanto a ele , eu estava preocupada com ela. O tempo inteiro Jack. —Digo chorando.

—Tudo bem. Fica calma. Sei que não faria nada para machuca-la. Mas preciso que me passe qualquer detalhe estranho. O motorista, tente se lembrar!

—Desculpe eu não lembro! —Digo limpando os olhos.

—Está bem. Eu passarei​ as informações a meu chefe, por enquanto você está liberada. —Ele diz, balanço a cabeça e entro em casa. Fecho a porta pensando em tudo o que acaba de acontecer. Por que estou chorando? Por que estou tão preocupada com ela? Parece que há uma parte de mim que ainda se importa.

+++

Apesar destes transtornos eu ainda tinha que encontrar o livro. Mesmo procurando muito não consegui encontrar. Já estava noite. Já estava cansada e com fome. Decidir sair de casa. Fui até a praça. 
Estava vestida como princesa, usava uma meia até o joelho, botas e luvas. Um garoto bonitinho me deu uma cantada. 

—E então vamos dar uma volta? —Chamei e ele me acompanhou. 

Levei-o até um rio ali, próximo onde havia algumas árvores. Gostava de lugares isolados para que pudesse ver as vítimas gritar. Meu dom não era só matar mas sim torturar. Aquele garoto merecia sofrer. Chegamos ao rio. 

—Venha não tenha medo. Eu não mordo. —Chamei com ironia. Vi um machado ali. Poderia ser útil para mim. Logo soube que seria divertido. Ele aproximou e me beijou, veio com mão boba e tocou na minha bunda. 

—Vai se arrepender por isso. —Ameacei.
 
—E qual vai ser meu castigo? 

—Isto! —Mostrei meus dentes e mordi seu pescoço, a vitima gritava e eu continuava.

—Sabe o que é , tive um dia chato hoje! Entende?

—Me solta sua maluca! O que você é ? —Ele tenta fugir mas eu sou mais ágil e o pego pelo pescoço e o levanto até não tocar os pés mais ao chão.

—Se você for bonzinho deixo você viver. Posso apenas me alimentar e pedir pra você cair fora. Mas só se for bonzinho! —Informo e o solto.

—O que?

—Me de seu braço! —Ordeno, ele obedece e começo a me alimentar.

—Eu também tive um dia chato hoje. Atropelei uma garota sem querer. —Paro imediatamente e olho nos seus olhos de medo.

—Quer saber? Acho que mudei de ideia! Vou te matar! Pode correr! —O garoto sai correndo, eu cato o machado e vou atrás da vítima.

—NÃO, NÃO! Não tive culpa! Eu não a vi! 
—Ele implorava. Minha boca estava cheia de sangue. Peguei o machado. Vi o olhar triste do garoto pedindo para mim não fazer.

—NÃO! 

—Acalme-se vai ser divertido. —Eu disse lambendo os lábios. 

Levantei o machado e ataquei na sua perna direita. Ele gritava muito e eu achava ainda mais divertido. Com um sorriso gigante no rosto continuei minha brincadeira. Sangue espirrou em minha roupa. Arranquei os dois pés dos garotos e pendurei na árvore. Descontei toda minha raiva na vitima. Ele já estava morrendo quando resolvi também tirar suas mãos. Quando finalmente tirei a primeira ele estava sem pulsação. Continuei tirei também sua outra mão. Pendurei a cabeça, os pés e as mãos do garoto na árvore, via o sangue pingar na água. 

—Você devia prestar socorro! —Disse olhando para as partes penduradas.Peguei o resto do corpo e arrastei para longe, fiz proveito dele. 

          Continua…

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01/07 O que estamos procurando mesmo?

Livro 01 – Vitória – Castelo Para Vampiros

O corpo de Tania cai em meus braços, vejo sangue em seu braço. Isto é um teste? Se eu me alimentar eles irão me pegar? Minhas presas aparecem, preciso ser forte mesmo que pareça impossível. Encaro o sangue descer, minha garganta seca e não posso mais conter, me aproximo com os dentes até a ferida.

—Eu não faria isto se fosse você. —Me viro e vejo Dodge.

—O que? Como entrou aqui? —Pergunto e puxo o corpo da garota até o sofá.

—Vim lhe passar novas tarefas já que fracassou na última. 

—O que? Não! Eu os separei, não é justo! —Digo.

—Você Vitória foi um fracasso. A missão foi dita a você e não a sua irmã. 

—Por favor Dodge! Eu usei ela como isca!

—Pare de mentir. Eu vi tudo. Ela te usou como isca quando decidiu revelar sua doença a Jack. Acha que ela estava preocupada com você? Não era só um joguinho pra ficar com ele! Ele te usou e manipulou. —Diz ele, fico calada pois sei que fracassei.

—Eu não podia chegar muito perto. —Informo.

—Estava com medo de que? De machuca-lo? Por que acha que passei a tarefa a você? —Briga ele.

—Eu, você e Jack temos o mesmo tipo sanguíneo. —Diz ele caminhando pela sala.

—Como entrou aqui?

—Sua irmã é claro, quem mais seria tão gentil e ingênua?

—O que você quer?

—Não diga assim até magoa meus sentimentos. Considere meu pedido como forma de agradecimento. —Ele se move para atrás de mim.

—Agradecimento de que? —Ele se aproxima do meu ouvido e cochicha.

—Eu vi você entrar na delegacia. Você remexeu nos arquivos dos rebeldes e pegou uma lista tola de assassinos! É assim que se alimenta? Você mata só os homens ruins? Estava se sentindo culpada princesa? Você só se faz de psicopata mas no fundo não passa de uma garota triste e sentimental.

—Por que devo agradecer afinal? —Pergunto com raiva.

—Você já devia imaginar que na delegacia há câmeras. —Ele sai de trás de mim.

—E você apagou?

—Você também já devia imaginar que ao fugir do concurso te considera como suspeita de rebeldia!

—Está bem.

—Eu já sabia que Jack viria atrás de você. Troquei todas as folhas de verbena. Agradeça a mim por não ter sido presa. E se você fizer tudo o que eu peço em dois dias ainda lhe darei uma recompensa. Andar ao sol. Eu sou ou não sou um ótimo amigo? —Ironiza ele.

—E se eu não fizer? Vai me entregar a polícia? —Pergunto.

—Isto seria muito fácil. Eu farei pior, te entregarei a meu pai. Sabe o que é, foi passada uma missão ao Thomas, seu pai não é? Enfim ele tinha que nos dar algo que está dentro desta casa.

—Ele está preso. —Informo.

—Exatamente. Agora você fará o trabalho por ele. Acredite meu pai ainda não sabe sobre sua existência mas quando souber ele te obrigará a cumprir as tarefas, por experiência própria ele não é um cara muito bom.

—É por isto que trabalha pra ele? Não pode fugir não é! Veja como você é um fracasso também, não pode ter sua própria vida! —Ele me empurra na parede.

—Acha que não sou feliz assim? Eu tenho tudo. Tenho carro, grana e garotas.

—Mas não tem liberdade! —Ele me enforca mais.

—Aonde quer chegar? Você pode cumprir a tarefa do jeito fácil ou do jeito difícil! O que me diz? Vamos começar a trabalhar? 
—Balanço a cabeça afirmando, ele me solta.

—Dois dias, e se não encontrar eu te entrego a meu pai e ele obrigará Júlia a convidar todos para entrar aqui e fazer o trabalho por você. Acredito que não quer isto não é mesmo?

—O que estamos procurando mesmo?

—Um livro!

—Então é por isto que meu pai ainda não conseguiu vender a casa para o seu pai? A casa é nossa?

—Não por muito tempo! —Ele caminha até a porta.

—O que há de tão importante neste livro?

—Não lhe interessa, continue a procurar. Lembre-se seu tempo está acabando! Tic Tac, TIC TAC! —Bato a porta preocupada, me encosto me perguntando o que fazer mas logo me distraio.

Olho para Tania, seu braço ainda está sangrando, ela pisca os olhos, está acordando.

—O que houve? —Ela se levanta.

—Você fez isto? —Pergunta ela.

—Por que acha que fui eu?

—Por que me quer morta. Quer ficar com Jack não é mesmo? Então veja isto, tenho um péssimo comunicado a você, sua irmã já fez isto! —Empurro até a parede e seguro seu pescoço.

—Isto me machuque e logo meu pai irá te prender. —Solto ela.

—Olhe para você! Olhe o que estas drogas estão lhe fazendo!

—Você vai me dar lição de moral? Olhe pra você. Por que acha que fingir não te reconhecer? Por que acha que Jack escolheu sua irmãzinha? Você não passa de uma aberração! —Novamente a empurro na parede.

—Você vai esquecer que esteve aqui, levou um corte no braço por que um cara tentou te assaltar! Agora vai embora! —Hipnotizo e ela sai caminhando lentamente como um robô obediente, acompanho até a porta, observo a garota andar, ela entra na estrada e um carro a atinge forte jogando seu frágil corpo para longe. 

Me assusto imediatamente e ponho a mão na boca apavorada.

          Continua…

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01/06 Nao morde ele!

Livro 01 – Vitória – Castelo Para Vampiros

Após a festa volto para casa com o corpo cansado, fico a pensar em todos que machuquei, a cada dia mato mais , a cada dia me importo menos. Abro os olhos com as pupilas doloridas de ontem a noite, ainda tá escuro, sento-me na cama e vejo os lençóis brancos cheios de sangue, puxo e minhas pernas e meu vestido também há bastante sangue. O que teria acontecido? Lembro-me de ter banhado antes de dormir. Será que durante a noite eu levantei e fiz mais vitimas. Levanto assustada e caminho até a porta, abro e vejo Jack algemado e com a boca tampada com um lenço, ele tenta um grito, seu pescoço está sangrando, olho minhas mãos e estão sujas, eu o machuquei, não mantive o controle e agora ainda quero mata-lo, vejo o sangue pingar de seu pescoço, meus dentes crescem, ele tenta gritar implorando pra eu não fazer, mas não posso mais poupa-lo disto.

—Não morde ele Vitória! —Diz Tânia se aproximando.

—O que?

—Eu não faria isto se fosse você! —Diz agora Dodge.

—Eu sabia que você é como eu. Mate-o você está com fome, não há nada de errado disto! —Diz meu pai.

—Ele um traidor irmãzinha, igual eu! —Júlia aparece.

—Eu sabia que você não estava bem mas vai ficar se alimentar-se. —Diz Aly. Me aproximo lutando contra a vontade.

—Não morde ele! —Grita Tania.

—Não morde ele! —Grita todos os outros.

—Não morde ele!

—Não morde ele! 

—Não morde ele! —As vozes sussurram no meu ouvido como em um filme de terror, elas ficam mais intensas.

—Não morde ele!

—NÃO MORDE ELE! NÃO MORDE ELE! —Mas a fome sempre fala mais alto. 

Corro até o corpo e o mordo. Olho minhas mãos sujas e grito, acordo assustada na cama, foi apenas um pesadelo, meu corpo está soado e estou tremendo de nervosismo.

Ouço algo cair, alguém está ali e não é minha irmã e nem Aly. Levanto-me e abro a porta. Já é dia, caminho até o quarto da vovó e vejo Tania fuçando uma gaveta.

—O que está fazendo?

—Ah nada! —Ela se assusta.

—Estava procurando o que?

—Não é nada! Eu só tive curiosidade, só isto. Eu já vou indo! —Ela diz e sai pela porta, fico desconfiada. 

Talvez Alan pediu que fizesse isto, talvez ele esteja me investigando. Alguém bate na porta, caminho lentamente.

—Quem é? —Grito mas ninguém responde. 

Fico com medo, e se for os policiais? Caminho lentamente ouvindo o som das batidas na porta, meu coração está disparado. 

—Quem está aí? —Pergunto mais uma vez e ninguém responde.

Chego a porta e levemente ponho a mão na maçaneta com medo, giro e abro.

         Continua…

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01/05 Venha Vitória a coroa é sua!

Livro 1 – Vitória – Castelo Para Vampiros
Todass as garotas me encaram.

—Não pode ser! —Diz Aly impressionada.

—Sofri Bullying a toa —Reclama Júlia.

—Venha Vitória, a coroa é sua! —Caminho até o palco, todos estão comovidos e paralisados com o resultado. 

Clarice põe a coroa em minha cabeça. Jack bate palma sozinho mas logo em seguida Aly faz o mesmo, depois minha irmã e aos poucos os outros exceto Gabriela e Tania.

—Policia militar todos parados! —Grita o policial arrombando a porta.

—O que está havendo? Por que minha filha está algemada? —Pergunta Alan o pai de Gabriela e Tania.

—Eu posso explicar senhor. —Gagueja Jack.

—Depois garoto, temos problemas maiores agora. —Logo Jack solta a garota, todos começam a gritar.

—Tudo bem pessoal. Minha filha será castigada mais tarde mas agora quero que me ajudem a encontrar os rebeldes. Não precisam ter medo, vocês só tem que tocar nesta água. —Informa ele. 

Desço o palco e procuro por Dodge.

—Temos que sair! —Informa ele.

—O que é aquilo?

—Verbena!

—Porta dos fundos?

—Tem dois guardas lá. 

—Será meu lanche! —Digo e caminho até a porta, golpeio um dos guardas com um jarro que vejo ali logo o outro tenta atirar em mim mas corro e quebro o seu pescoço, Dodge mata outro e se alimenta.

—Bom apetite! —Digo e saio dali correndo.
Consegui o prêmio, me tornei uma princesa aos olhos deles. Quando minha irmã chega em casa dou a coroa a ela.

—O que houve com você? Sumiu após a coroação! —Pergunta Júlia desconfiada.

—É que eu passei mal, um dos policiais me trouxe para casa. —Minto.

+++

Após o concurso, Jack me olhou com olhos diferentes, desde crianças éramos inimigos, brigávamos por tudo mas recentemente ele se aproximou de mim de um modo que não dá pra explicar. 
Finalmente Tânia percebeu algo diferente em nossa relação e foi conversar comigo, ela se abriu e me disse o motivo da traição, era um trato com um traficante, sexo por droga. 

No fundo eu não queria separa-los mas cedo ou tarde a relação deles acabaria. Me sinto com mais fome desde que vi Jack, há algo diferente em seu sangue, algo que me chama bastante atenção, parece impossível ficar próximo a ele. A cada dia que passo fico mais fraca, preciso me alimentar mesmo que seja errado matar um humano, encontro uma forma de aliviar a culpa, mato somente as pessoas ruins. Fui até a delegacia procurar por respostas, encontrei um arquivo no computador chamado rebeldes, eles sabiam dos vampiros, não apenas isto, queriam exterminar  a todos. Achei também uma lista de assassinos na cidade. Esta era a única forma de me alimentar, saí procurando e riscando os nomes desta lista.

Encontrei um em um bar, ofereci bebida boa e cara, não foi difícil pendura-lo numa árvore. Fui atrás do segundo que estava em uma mansão. Não foi difícil entrar, foi divertido, com minha agilidade mordi todos os seguranças. Aproveitei o banquete e levei também para a floresta. Havia muitos corpos pendurados ali, ia me divertir muito aquele dia. 

Mais tarde Jack bateu na porta do meu quarto. Eu estava passando mal, era a leucemia, apesar de eu ter encontrado uma espécie de cura minha febre continuava alta. Estava deitada na cama e com preguiça de atender. 

—Vitória sou eu Jack —Lembrei-me do pacto que fiz com Dodge e tinha certeza que minha febre estava alta por que não estava me alimentando direito. 

Levantei num instante e vesti minha roupa de princesa. Abri a porta e algo aconteceu. 

—Nossa. Você está linda. Esta incrível, esta —Disse ele, ficou sem palavras. Eu não me sentia muito bem, estava acontecendo algo comigo, eu o desejava, queria muito do seu sangue, queria muito, queria muito, meus olhos ficaram vermelhos de repente. 

—Você está bem? 

—Sim é só a febre —Respondi abaixando a cabeça indo em direção a cozinha. 

—Júlia me contou da sua doença. Sinto muito —Júlia era  sempre intrometida. Abri a geladeira e pus água em um copo. 

—Estou bem. 

—Eu não

—O que? 

—Não estou bem. Eu e Tânia tivemos que terminar mas ela não aceita isto —Explicou ele. 

—Sinto muito —Bebi um pouco da água. 

—Ela tem que entender que acabou e não tem mais volta. Além disso estou interessada em outra

—Posso saber quem é? —Perguntei engolindo um pouco mais de água. 

—Chamam ela de princesa. —Quase engasguei com esta resposta. 

—Vai ser mais fácil do que pensei. —Disse baixinho. 

—O que disse? —Perguntou ele. 

—Nada. —Voltei a sala disfarçando meu interesse. 

—O que vai fazer hoje? —Pergunta ele.
Estávamos sozinho em casa. Esta era uma boa chance mas eu não podia tentar nada agora, queria muito mata-lo. 

—Nada.

—Então vamos a uma festa? —No estado em que estava não era uma boa ideia.

—Desculpa eu não estou bem. 

—Na real não vim aqui te chamar para festa não. No dia do concurso todos tiveram que tocar na água, não obtivemos sucesso por que os rebeldes fugiram. Entre eles uma princesa de vestido preto. Quer me dizer o que houve? Por acaso sabe o que há na água?

—Se quer mesmo saber, eu passei mal vomitando, encontrei um amigo pra me levar pra casa, o nome dele é Dodge. Não sei que tipo de policial usa água para encontrar um criminoso. Como de esperar é ridículo isto dar certo.

—Toque aqui por favor! —Ele me mostra uma planta parecida com verbena. Agora é o fim. Ele sabe o que eu sou. Mesmo assim toco e nada acontece.

—Desculpa, eu estava enganado.

—Pensou que eu fosse uma rebelde? Me explica Jack o que está acontecendo afinal?

—Você acredita em Vampiros?

—Não seja ridículo!

—Sabia que não acreditaria. Mas esta é a verdade. As mortes na floresta, aqueles corpos pendurados, o sangue das vítimas. Parece absurdo mesmo mas eu sei que são eles. Meu parceiro Alan está mantendo um em cativeiro, posso te mostrar se quiser.

—Desculpe Jack esta me dizendo que Vampiros São reais?

—O nome dele é Thomas. Eles são rápidos, fortes, inteligentes, podem te hipnotizar e dizer coisas sobre o futuro. —Eles prenderam meu pai.

Estou começando a ficar com medo.

—A minha doença já é problema muito grande pra mim. Desculpe, prefiro não acreditar.

—Desculpa o incomodo. Me liga se precisar de algo. —Ele saiu, uma pontada bateu em meu coração, admito que o cheiro do sangue dele me chamou bastante atenção, sempre que tive vontade de matar alguém eu matava mas com ele não pude, não podia se não Dodge não me daria o que eu queria, não podia mata-lo, fiquei furiosa, muito furiosa, eu quebrei tudo que encontrei ali. Eu queria muito mata-lo. 
O tipo do seu sangue combinava exatamente com o meu. Eu o queria muito, mas não podia fazer aquilo. Saí dali furiosa e descontei nos primeiros que encontrei. Vi um homem na esquina corri até ele e quebrei sua cabeça. Levei até a floresta arrastando pelo pescoço mesmo, me alimentei mas eu ainda estava com fome. Não importava quantas pessoas matasse, a minha fome ainda estava ali. Depois que vi Jack descontrolei-me emocionalmente e fisicamente. Não conseguia entender o que estava acontecendo com meu corpo. Como conseguir tocar na  verbena? Olhei minhas mãos estava tremendo, estava com medo, não sabia o que significava isto. Matei muitas pessoas naquela noite. Preferia as mulheres o sangue delas era mais gostoso, elas ficavam desesperadas e implorava para solta-las, era isso que fazia meu show ficar bom. Me alimentava na frente das vítimas para que elas já se preparassem para o pior. Eu as via gritar e ficava feliz ao ponto de dar pulinhos. Foi doentio. Foram muitas vítimas naquela noite. Fiz uma boa coleção na floresta. 

+++

Estava tentando dormir mas o som estava alto. Estava tendo uma festa ali e sabia que Jack tinha ido. Me arrependi de não ter aceitado o convite. Não era tarde pra ir então me vesti. Coloquei uma meia calça preta rasgada, botas e uma blusa de frio. Fui correndo. 

Cheguei lá e passava uma música eletrônica, escutava tudo com clareza então o som estava me machucando. Meu objetivo era ir até o DJ, hipnotiza-lo para desligar o som mas algo me impediu. Observei Jack beijando minha irmã, foi uma cena terrível para mim. Então era está a princesa de quem ele falava, foi por isto que ela contou da minha doença a ele, para que se afastasse. Fui traída pela minha própria irmã e iludida pelo meu melhor amigo.

Fiquei com muita raiva, fingi não ter visto nada e fui até o balcão, engoli uma bebida forte. Havia muitas pessoas ali, e eu estava faminta mas tinha que ser discreta. Bebi mais uma dose da bebida. 

—Vai com calma princesa! —Disse um garoto pardo parecido com Jack, também tinha os olhos castanhos.

—Me chamo Pablo —Ele estendeu a mão. 
—Vitória! —Cumprimentei. 

—Ah você está ai! —Disse uma garota chegando. Era linda branca e tinha os cabelos negros, seus olhos azuis como o céu. 

—Anne acalme-se —Disse Pablo. 

—Acalme-se? Há um monte de traficantes aqui

—Isto não é problema para nós sabe disso.
 
—Eles podem pegar suas armas e sair atirando em todo mundo. 

—Relaxa. Faça como a Vitória, engole esta aqui —Disse Pablo passando um copo. 

—Está bebendo? —Perguntou Anne surpresa. 

—Vitória vamos sair daqui. —Ele me puxou para a multidão.

Dançamos com os copos em mãos. Bebi e dancei muito. Felizmente Jack me avistou e eu propositalmente beijei Pablo. Abri os olhos e avistei Jack saindo. Agora que tinha conseguido o que queria fui comemorar. Hipnotizo Pablo. 

—Agora que você já foi usado pode cair fora. —Disse olhando firme em seus olhos. Num instante ele saiu. 

Ao lado da casa noturna avistei usuários e traficantes de drogas. Nunca havia usado uma, então está era a hora, eu queria comemorar. 

Cheguei com meu jeito meigo e delicado, matei dois usuários quebrando o pescoço deles. Avistei os traficantes correrem fui atrás ainda mais rápido, joguei eles ao chão e fiz minha festinha. Todas as drogas que eles usaram eu senti no ato de beber o sangue, foi incrível. O som estava bem alto então fiquei triste por não ouvir os gritos deles. 

         Continua…

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