01/05 Venha Vitória a coroa é sua!

Livro 1 – Vitória – Castelo Para Vampiros
Todass as garotas me encaram.

—Não pode ser! —Diz Aly impressionada.

—Sofri Bullying a toa —Reclama Júlia.

—Venha Vitória, a coroa é sua! —Caminho até o palco, todos estão comovidos e paralisados com o resultado. 

Clarice põe a coroa em minha cabeça. Jack bate palma sozinho mas logo em seguida Aly faz o mesmo, depois minha irmã e aos poucos os outros exceto Gabriela e Tania.

—Policia militar todos parados! —Grita o policial arrombando a porta.

—O que está havendo? Por que minha filha está algemada? —Pergunta Alan o pai de Gabriela e Tania.

—Eu posso explicar senhor. —Gagueja Jack.

—Depois garoto, temos problemas maiores agora. —Logo Jack solta a garota, todos começam a gritar.

—Tudo bem pessoal. Minha filha será castigada mais tarde mas agora quero que me ajudem a encontrar os rebeldes. Não precisam ter medo, vocês só tem que tocar nesta água. —Informa ele. 

Desço o palco e procuro por Dodge.

—Temos que sair! —Informa ele.

—O que é aquilo?

—Verbena!

—Porta dos fundos?

—Tem dois guardas lá. 

—Será meu lanche! —Digo e caminho até a porta, golpeio um dos guardas com um jarro que vejo ali logo o outro tenta atirar em mim mas corro e quebro o seu pescoço, Dodge mata outro e se alimenta.

—Bom apetite! —Digo e saio dali correndo.
Consegui o prêmio, me tornei uma princesa aos olhos deles. Quando minha irmã chega em casa dou a coroa a ela.

—O que houve com você? Sumiu após a coroação! —Pergunta Júlia desconfiada.

—É que eu passei mal, um dos policiais me trouxe para casa. —Minto.

+++

Após o concurso, Jack me olhou com olhos diferentes, desde crianças éramos inimigos, brigávamos por tudo mas recentemente ele se aproximou de mim de um modo que não dá pra explicar. 
Finalmente Tânia percebeu algo diferente em nossa relação e foi conversar comigo, ela se abriu e me disse o motivo da traição, era um trato com um traficante, sexo por droga. 

No fundo eu não queria separa-los mas cedo ou tarde a relação deles acabaria. Me sinto com mais fome desde que vi Jack, há algo diferente em seu sangue, algo que me chama bastante atenção, parece impossível ficar próximo a ele. A cada dia que passo fico mais fraca, preciso me alimentar mesmo que seja errado matar um humano, encontro uma forma de aliviar a culpa, mato somente as pessoas ruins. Fui até a delegacia procurar por respostas, encontrei um arquivo no computador chamado rebeldes, eles sabiam dos vampiros, não apenas isto, queriam exterminar  a todos. Achei também uma lista de assassinos na cidade. Esta era a única forma de me alimentar, saí procurando e riscando os nomes desta lista.

Encontrei um em um bar, ofereci bebida boa e cara, não foi difícil pendura-lo numa árvore. Fui atrás do segundo que estava em uma mansão. Não foi difícil entrar, foi divertido, com minha agilidade mordi todos os seguranças. Aproveitei o banquete e levei também para a floresta. Havia muitos corpos pendurados ali, ia me divertir muito aquele dia. 

Mais tarde Jack bateu na porta do meu quarto. Eu estava passando mal, era a leucemia, apesar de eu ter encontrado uma espécie de cura minha febre continuava alta. Estava deitada na cama e com preguiça de atender. 

—Vitória sou eu Jack —Lembrei-me do pacto que fiz com Dodge e tinha certeza que minha febre estava alta por que não estava me alimentando direito. 

Levantei num instante e vesti minha roupa de princesa. Abri a porta e algo aconteceu. 

—Nossa. Você está linda. Esta incrível, esta —Disse ele, ficou sem palavras. Eu não me sentia muito bem, estava acontecendo algo comigo, eu o desejava, queria muito do seu sangue, queria muito, queria muito, meus olhos ficaram vermelhos de repente. 

—Você está bem? 

—Sim é só a febre —Respondi abaixando a cabeça indo em direção a cozinha. 

—Júlia me contou da sua doença. Sinto muito —Júlia era  sempre intrometida. Abri a geladeira e pus água em um copo. 

—Estou bem. 

—Eu não

—O que? 

—Não estou bem. Eu e Tânia tivemos que terminar mas ela não aceita isto —Explicou ele. 

—Sinto muito —Bebi um pouco da água. 

—Ela tem que entender que acabou e não tem mais volta. Além disso estou interessada em outra

—Posso saber quem é? —Perguntei engolindo um pouco mais de água. 

—Chamam ela de princesa. —Quase engasguei com esta resposta. 

—Vai ser mais fácil do que pensei. —Disse baixinho. 

—O que disse? —Perguntou ele. 

—Nada. —Voltei a sala disfarçando meu interesse. 

—O que vai fazer hoje? —Pergunta ele.
Estávamos sozinho em casa. Esta era uma boa chance mas eu não podia tentar nada agora, queria muito mata-lo. 

—Nada.

—Então vamos a uma festa? —No estado em que estava não era uma boa ideia.

—Desculpa eu não estou bem. 

—Na real não vim aqui te chamar para festa não. No dia do concurso todos tiveram que tocar na água, não obtivemos sucesso por que os rebeldes fugiram. Entre eles uma princesa de vestido preto. Quer me dizer o que houve? Por acaso sabe o que há na água?

—Se quer mesmo saber, eu passei mal vomitando, encontrei um amigo pra me levar pra casa, o nome dele é Dodge. Não sei que tipo de policial usa água para encontrar um criminoso. Como de esperar é ridículo isto dar certo.

—Toque aqui por favor! —Ele me mostra uma planta parecida com verbena. Agora é o fim. Ele sabe o que eu sou. Mesmo assim toco e nada acontece.

—Desculpa, eu estava enganado.

—Pensou que eu fosse uma rebelde? Me explica Jack o que está acontecendo afinal?

—Você acredita em Vampiros?

—Não seja ridículo!

—Sabia que não acreditaria. Mas esta é a verdade. As mortes na floresta, aqueles corpos pendurados, o sangue das vítimas. Parece absurdo mesmo mas eu sei que são eles. Meu parceiro Alan está mantendo um em cativeiro, posso te mostrar se quiser.

—Desculpe Jack esta me dizendo que Vampiros São reais?

—O nome dele é Thomas. Eles são rápidos, fortes, inteligentes, podem te hipnotizar e dizer coisas sobre o futuro. —Eles prenderam meu pai.

Estou começando a ficar com medo.

—A minha doença já é problema muito grande pra mim. Desculpe, prefiro não acreditar.

—Desculpa o incomodo. Me liga se precisar de algo. —Ele saiu, uma pontada bateu em meu coração, admito que o cheiro do sangue dele me chamou bastante atenção, sempre que tive vontade de matar alguém eu matava mas com ele não pude, não podia se não Dodge não me daria o que eu queria, não podia mata-lo, fiquei furiosa, muito furiosa, eu quebrei tudo que encontrei ali. Eu queria muito mata-lo. 
O tipo do seu sangue combinava exatamente com o meu. Eu o queria muito, mas não podia fazer aquilo. Saí dali furiosa e descontei nos primeiros que encontrei. Vi um homem na esquina corri até ele e quebrei sua cabeça. Levei até a floresta arrastando pelo pescoço mesmo, me alimentei mas eu ainda estava com fome. Não importava quantas pessoas matasse, a minha fome ainda estava ali. Depois que vi Jack descontrolei-me emocionalmente e fisicamente. Não conseguia entender o que estava acontecendo com meu corpo. Como conseguir tocar na  verbena? Olhei minhas mãos estava tremendo, estava com medo, não sabia o que significava isto. Matei muitas pessoas naquela noite. Preferia as mulheres o sangue delas era mais gostoso, elas ficavam desesperadas e implorava para solta-las, era isso que fazia meu show ficar bom. Me alimentava na frente das vítimas para que elas já se preparassem para o pior. Eu as via gritar e ficava feliz ao ponto de dar pulinhos. Foi doentio. Foram muitas vítimas naquela noite. Fiz uma boa coleção na floresta. 

+++

Estava tentando dormir mas o som estava alto. Estava tendo uma festa ali e sabia que Jack tinha ido. Me arrependi de não ter aceitado o convite. Não era tarde pra ir então me vesti. Coloquei uma meia calça preta rasgada, botas e uma blusa de frio. Fui correndo. 

Cheguei lá e passava uma música eletrônica, escutava tudo com clareza então o som estava me machucando. Meu objetivo era ir até o DJ, hipnotiza-lo para desligar o som mas algo me impediu. Observei Jack beijando minha irmã, foi uma cena terrível para mim. Então era está a princesa de quem ele falava, foi por isto que ela contou da minha doença a ele, para que se afastasse. Fui traída pela minha própria irmã e iludida pelo meu melhor amigo.

Fiquei com muita raiva, fingi não ter visto nada e fui até o balcão, engoli uma bebida forte. Havia muitas pessoas ali, e eu estava faminta mas tinha que ser discreta. Bebi mais uma dose da bebida. 

—Vai com calma princesa! —Disse um garoto pardo parecido com Jack, também tinha os olhos castanhos.

—Me chamo Pablo —Ele estendeu a mão. 
—Vitória! —Cumprimentei. 

—Ah você está ai! —Disse uma garota chegando. Era linda branca e tinha os cabelos negros, seus olhos azuis como o céu. 

—Anne acalme-se —Disse Pablo. 

—Acalme-se? Há um monte de traficantes aqui

—Isto não é problema para nós sabe disso.
 
—Eles podem pegar suas armas e sair atirando em todo mundo. 

—Relaxa. Faça como a Vitória, engole esta aqui —Disse Pablo passando um copo. 

—Está bebendo? —Perguntou Anne surpresa. 

—Vitória vamos sair daqui. —Ele me puxou para a multidão.

Dançamos com os copos em mãos. Bebi e dancei muito. Felizmente Jack me avistou e eu propositalmente beijei Pablo. Abri os olhos e avistei Jack saindo. Agora que tinha conseguido o que queria fui comemorar. Hipnotizo Pablo. 

—Agora que você já foi usado pode cair fora. —Disse olhando firme em seus olhos. Num instante ele saiu. 

Ao lado da casa noturna avistei usuários e traficantes de drogas. Nunca havia usado uma, então está era a hora, eu queria comemorar. 

Cheguei com meu jeito meigo e delicado, matei dois usuários quebrando o pescoço deles. Avistei os traficantes correrem fui atrás ainda mais rápido, joguei eles ao chão e fiz minha festinha. Todas as drogas que eles usaram eu senti no ato de beber o sangue, foi incrível. O som estava bem alto então fiquei triste por não ouvir os gritos deles. 

         Continua…

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01/04 Preciso de um vestido!

Livro 01 – Vitória – Saga Castelo Para Vampiros

Para que eu possa andar a luz do sol, Dodge me passa uma tarefa impossível, separar Jack de Tania uma garota muito adorada por todas e muito bonita, ela é loira e tem os olhos verdes e um belo corpo. Ainda não os vi, não tinha interesse algum até agora.

—Vitória acorde meu pai disse que você me acompanharia para comprar um vestido. —Grita minha irmã batendo na porta. Levanto com total preguiça e abro.

—Como você está? Tem vomitado muito? —Pergunta ela.

—O que?

—O doutor nos disse. Ia manter isto em segredo? Somos sua família, merecemos saber! —Júlia é mais nova do que eu porém mais matura.

—Eu ia dizer na hora certa. Você viu como Aly ficou triste com a morte da vovó. —Explico.

—Não se preocupe ela já está bem. E vamos logo comprar meu vestido! Se ajeite!

—Eu já estou pronta! E pra que vestido? —Pergunto.

—Está pronta? Usando sobretudo e toca! Você está com febre! Posso ir sozinha!

—Não. Não quero ficar presa aqui e lembrando. —Cato um guarda chuva e saio da casa. Abro e começamos a caminhar, logo Júlia empolgada começa a me contar sobre o vestido.

—Ah o vestido é para o concurso de garota da vila. A mais bela ganha um cupom no valor de 10 mil em roupas. Você deveria participar. Sei que não vai ganhar mas podia ir, pra sei lá, se distrair.

—Hum!

—Jack irá participar, vocês ainda não se viram não é mesmo?

—Não consigo imaginar ele namorando com Tânia.

—Eu imagino, ele está muito bonito, depois que entrou na delegacia seu corpo literalmente mudou. —Diz Júlia.

—Pegavel —Ela diz e eu sorrio.

—Dizem por aí que Gabriela a irmã de Tania todo ano ganha este cupom, mas este ano isto mudará. —Diz Júlia animada. Ela é muito faladeira, enquanto tagarela ao meu lado fico pensando nesta oportunidade para desenvolver meu plano com Jack, mal saí de casa e já sinto minha pele arder como se estivesse derretendo. 

Depois de alguns minutos caminhando, finalmente encontro uma loja de vestidos, nossa prima Aly já está lá impecável dentro de um vestido beje.

—Ei pode parar! Este ano o prêmio é meu! —Briga minha irmã.

—Ficou bonito?

—Prima você arrasou!

—Eu vou procurar por um banheiro! —Digo embaixo do guarda chuva.

—Você está bem? Seu rosto está vermelho, bem vermelho. —Pergunta Aly.

—Sim, sim. Não se preocupem, vou molhar o rosto. —Saio e caminho até o banheiro, ao chegar lá vejo duas garotas  arrumarem os longos cabelos em frente a um espelho.

—Tânia? —Pergunto a uma delas.

—Quem é? —Pergunta a linda garota loira de olhos verdes.

—Sou eu Vitória.

—Desculpe-me mas não conheço ninguém com este nome! —Ela sai do banheiro e sua amiga a acompanha ao passar os olhos dos meus pés a cabeça.

Nós éramos melhores amigas, não acredito que fez isto. Está óbvio que estava com vergonha de mim. Me encaro no espelho, meu rosto está muito vermelho, olho meus braços e também estão do mesmo jeito, meu corpo todo dói. Sinto um enjoo corro pra perto de um vaso e vômito sangue. Volto ao espelho e me olho mais uma vez. Com toda certeza eu sou uma aberração, meu cabelo é negro e bem longo, minha pele é pálida e meus olhos escuros,  é esta imagem que me reprovou, mas vou dar a volta por cima, tenho uma idéia. 
Volto a loja de vestidos.

—Ainda bem que você voltou! A cobra da Tania fez o favor de levar meu vestido! —Briga Aly.

—O que?  Vocês não são?

—Amigas? —Completa Aly.

—E por isto que ela fingiu não me reconhecer. —Informo.

—Tania se tornou uma garota insensível, consumista e desumilde. Depois que estas drogas entraram na vida dela tudo desmoronou. Amigos, família e até mesmo Jack, de vez em quando pego ele triste. —Explica Aly procurando outro vestido. Logo minha irmã sai do trocador com um da cor vinho.

—Você disse drogas? —Pergunto a Aly.

—Sim Vitória, esta é a doença do século. —Esta seria uma boa oportunidade para separa-la de Jack e conseguir meu objetivo.

—Preciso de um vestido! —Digo!
As duas me olham confusas.

+++

Finalmente chega o dia do concurso, me arrumo e coloco um vestido preto simples rodado acompanhado de botas, colar e luvas. 

—A nossa carona chegou! Vitória abre a porta! —Pede minha irmã gritando do quarto. 
Caminho até a porta e a abro. 
Vejo o garoto que amadureceu e se tornou um homem, está muito bonito, seu corpo é esbelto e forte, seus olhos e cabelos são castanhos escuros, sua pele é bem morena como da minha irmã Júlia, sinto o cheiro de seu perfume sensível.

—Vitória!

—Ah oi!

—Como você esta? —Ele me abraça, sinto seus músculos e o cheiro do seu sangue, como nunca senti em alguém antes.

—Estou bem, e vocês? —Pergunto e ele fica envergonhado.

—Vamos levando.

—Delegacia é? —Pergunto.

—É eu sou detetive.

—Ah sim. É entre! Acredito que as garotas ainda não estão prontas. —Digo nervosa.

—Com licença. Ah propósito você está muito bonita.

—Obrigado você também está. —Ele passa próximo a mim e de novo sinto o cheiro do seu sangue pairar no ar, olho diretamente para seu pescoço querendo mata-lo. Escondo o rosto pois a esta hora meus olhos estão vermelhos.

—Já estamos prontas! —Diz Aly. 

Não me viro para vê-las apenas saio da casa e os aguardo ao lado de fora. O sangue dele está me deixando descontrolada. O difícil não era Tania e sim isto.
Todos entram ao carro, tento pensar em outras coisas para se distrair. Chegamos ao local do concurso e vejo várias garotas vestidas impecável. Encaro pescoço por pescoço querendo me alimentar.

—Muito bem! A votação está oficialmente aberta. Cavaleiros vocês podem começar a votar nas garotas, eu irei apresentar uma a uma. —Diz uma mulher de óculos e cabelos negros no palco.

—Aquela vadia copiou o meu vestido! —Diz Aly brava. Percebo que as duas estão iguais.

—Temos aqui a vencedora de três concursos, vestido vinho, com um metro e 69 de altura, pele clara, cabelos loiros e longos, olhos azuis e corpo em forma, Gabriela. —Todos aplaudem a irmã de Tania. 

Todos os homens recebem um papel e caneta nas mãos para votarem. Olho para Jack que está um pouco distante do nosso grupo, percebo que ele já estava me encarando. Mordo os lábios e observo a próxima garota entrar.

—Este ano minha irmã não irá ganhar. Eu vou! —Diz Tania.

—Estas garotas tem muito dinheiro, por que querem este cupom ? —Pergunta Júlia.

—Não se trata do dinheiro, se trata de ser popular e querida por todos. —Explica Aly.

—Ela sempre tenta vencer a irmã a anos, vestido beje, um metro e 67, cabelos longos e loiros, olhos verdes, o nome dela é Tania.

—E está aí roubou. Lamento prima mas este concurso não é pra você. —Diz Júlia.

—Ganhe por nós! —Pede Aly.

—Ela voltou pra sua cidade natal, tem um metro e 67, cabelos negros e longos, olhos pretos, pele morena e corpo em forma, Júlia! —Enquanto as garotas são anunciadas viro me para Jack e novamente o pego no pulo. Encaro seus olhos até ouvir minha irmã pedir pra eu ir.

Subo ao palco e a mulher começa a falar minhas características, não tiro os olhos de Jack, não sei o que está havendo, quero tomar do seu sangue e saciar minha sede. Todos aplaudem e eu desço. Após alguns minutos a mulher anuncia o vencedor. Antes vou ao banheiro molhar o rosto.

—Após três anos consecutivos vencendo o nosso concurso houve um resultado diferente para Gabriela. 

—O que? Eu sempre ganho! Eu sou a princesa aqui. Ninguém é melhor aqui! —Grita ela.

—Eu disse que ia ganhar! —Fala Tania empolgada.

—Garota se toca você não é melhor do que eu! —Diz a irmã.

—Diz isto pro tapa que te darei agora! —As irmãs se chocam e uma puxa o cabelo da outra.

—Olhe para você! É um fracasso, veja o que as drogas te fez, está horrível. —Diz Gabriela, a outra com raiva puxa seus cabelos, enquanto isto Aly e Júlia estão a sorrir.

—Do que você está sorrindo? —Grita Gabriela.

—Você copiou o meu vestido! E você, não vai ganhar, é negra! —Diz Gabriela. 
Ela machucou Júlia, foi um ato de pura covardia. Todos começam a gritar e defender minha irmã.

—O que é? O que vocês vão fazer? Não podem me prender. Eu tenho dinheiro, tenho muito dinheiro, não preciso deste lixo de cupom.

—Preconceituosa. Isto é crime! Você não passa de uma racista ridícula. —Grita Aly furiosa, minha irmã está paralisada.

—O que vocês vão fazer? Meu pai não irá mesmo me prender.

—Não. Mas eu vou! —Jack põe a algema em sua mão e depois na mão de Gabriela. Todos aplaudem.

—Você está cometendo um erro.

—Não estou não. Já que você é tão racista vamos ver se consegue ficar ao lado de um negro como eu! Isto te serve de lição, estou pegando leve por consideração a seu pai que é um bom homem. E agora você vai ouvir o nome da garota que fez você perder e virar a vadia da cidade. —Todos gritam e aplaude Jack, também fiquei impressionada.

—Clarice pode continuar por favor. —Pede Jack.

—Sim senhor. Bem este ano a coroa vai para —Ela abre o papel com resultado. Todas as garotas estão ansiosas.

—Vitória

            Continua…

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01/03 Não me diga que quer andar a luz do sol?

Livro 01 – Vitória – Castelo Para Vampiros
Quando o sol nasce lembro-me de voltar logo para casa. Logo soube que não seria um dia bom. Voltei para o meu quarto e meu pai resolveu bater na porta. 

“Vitória. Vou sair, cuide da sua irmã.”

“Vai aonde? ”

“Não é de sua conta. Faça ao que te peço. ”

“Ok.”

Grito deitada a cama. Percebo algo diferente, desde que cheguei senti o cheiro de todas as pessoas na casa mas com ele era diferente, tentei escutar seu coração e estava batendo assim como o meu, ser Vampiro não significa ter que morrer então ele pode ser como eu.

“Está bem?”

Pergunta desconfiado.

“Sim, sim.”

Respondo com medo, ele finalmente sai de casa e eu penso em investigar, mas o dia me impede, se ele era mesmo um vampiro como conseguia andar ao sol? Dou meu jeito. Visto roupas compridas, coloco uma capa preta na cabeça e um óculos de sol, caminho pela sombra. Saio na rua e todos olham curiosos. Já me vestia estranho por natureza própria, agora então era difícil todos com olhares direcionados a min. 

Avisto meu pai em um bar conversando com vários amigos. Falavam sobre a casa. 

“Faremos um ótimo negócio com a casa. Basta você aceitar. ”

Disse um homem mais velho que tinha os cabelos brancos e usava uma bengala e óculos escuros. Eu observo tudo de longe mas consigo ver e ouvir bem. 

“Eu estou com vocês. Mas quero fazer parte do negócio. Eu não quero apenas minha recompensa financeira, quero algo a mais. ”

Diz meu pai. 

“Podemos aceitar. Desde que você entre no tráfico ”

Disse outro homem parecido com o velho, também usava óculos escuros mas seu cabelo não era tão branco. 

“Tráfico? ”

Pergunto baixinho. Alguém me cutucou era um garoto magrelo. Me assustei. Ele tapou minha boca para não fazer barulho. 

“Marcos o que está fazendo? ”

“Te ajudando. Quer saber o que eles estão planejando? É um tráfico, de drogas, sei por que faço parte disso. Perdi a Gabriela por causa disso mas não tenho escolhas, meu pai manda e eu obedeço. ”

Ele cochicha a mim. 

“E quem te mandou aqui? ”

“Meu irmão”

É claro foi hipnotizado penso. Nao sabia ao certo se era possível mas eu tinha que tentar. A cada vez mais descubro mais Vampiros.

“Diz pro seu irmão que quero uma conversa séria com ele”

Hipnotizo Marcos e ele sai de la. Deu certo, admito que estou gostando dos super poderes. Em minutos ele volta.

“Mais tarde!”

Responde Marcos.

“Está bem pode ir.”

Volto para casa e me preparo para o encontro. Faco um lanchinho e umas pesquisas antes, não sei do que ele pode ser capaz. Alguém bate na porta e eu abro. 

“Olá Dodge”

“Olá Vitória ”

+++

“Não vai me convidar para entrar? ”

Pergunta ele.

“Não seja irônico”

“Que bom que recebeu meu recado”

“Como soube que sou vampira? ”

“Suas roupas estranhas”

“O que quer falar comigo? ”

“Meu objetivo aqui è fazer um bom trabalho no tráfico e sugiro que você não se intrometa. Estou lhe avisando, não sabe no que está se metendo. ”

“Não quero fazer parte do joguinho sujo de vocês mas posso dificultar se não me ajudar”

Fui clara. 

“Não me diga que quer andar a luz do sol?”

Pergunta ele debochando. 

“O que mais seria? ”

“Terá que fazer muito mais que isto.”

“Tipo o que? ”

“Eu não vou muito com a cara do Jack. Pra mim ele parece ser do time contrário. Tânia é como uma irmã pra mim. Quero que de fim nesse relacionamento, sei que pode fazer isto.”

“Parece justo então concordo.”

***
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• Lei 9.610


Nota do Autor:


” ; ) Olá, se vocês gostaram preenche minha estrelinha ☆ ^-^ grata :* (^_-)❤ ”