DOUTOR , A BALA E O PRECIPÍCIO

15 De abril de 2407 D. C 03:26 PM

Meus olhos densos demais e impossíveis de abri-los me veta de assistir a crueldade presente nos olhos de um homem.

***

—Não se mecha querida! Ainda esta muito fraca! Não faça nenhum esforço. —Disse papai segurando firme minha mão direita. Queria perguntar o que estava acontecendo e onde eu estava naquele momento, mas meu corpo estava inteiramente paralisado, não conseguia sentir nada além de um intenso sono.

—Durma! Logo irá se recuperar! —Pediu outra voz não qual eu não conhecia.

—Ela vai ficar bem? Estou muito preocupado! —Perguntou papai.

—Onde está a mãe dela? —A outra voz perguntou, o sono me consumia de forma demasiada, eu não queria dormir, queria saber o que estava acontecendo mas aquilo me venceu de uma forma cruel.

—O que está fazendo doutor? NÃO! ME SOLTE! —Gritou papai. Disputei mais uma vez contra o sono mas algo pontiagudo foi enfiado em meu braço fazendo-me apagar instantaneamente.

***

Quando despertei-me, estava deitada numa grama verde e macia, fiquei a encarar o céu azul, ele se aproximava como se estivesse caindo, desconcertada decidi esforçar meus olhos a enxergar melhor, sentei tentando entender por que o céu desabava, seria o fim do mundo? Ele se aproximava de forma rápida e descontrolada, quando me dei conta já estava próximo de mais, não tinha como fugir, gritei apavorada, pressionei os olhos e quando os abri, não havia mais nada, apenas meu suor frio e minha respiração falha, foi apenas um pesadelo.

Lembrei-me da situação do hospital e logo percebi que estava em uma sala branca, meu corpo parecia menos cansado, pude movimentar minhas pernas e braços sem problemas, tudo estava melhorando.

—Ah que bom! Você acordou! Já está de alta. —Cantou um homem vestido de branco entrando ao quarto, seus cabelos e pele eram brancos.

—O que houve? —Perguntei.

—Seu pai sofreu um certo estresse com a notícia mas logo estará aqui com você. Prefiro esperar que estejam juntos.

—Me diz logo o que houve não preciso do meu pai para isto. —Respondi nervosa ainda presa na cama.

—Por que me prenderam?

—Achamos que seria melhor assim. Precaução. —Eu não acreditava naquele homem, eu sentia que ele estava mentindo.

—Agora vou lhe dar mais um remédio para dores, e em seguida lhe digo o que você tem! —Disse o senhor.

—NÃO QUERO REMÉDIOS! PARE! ME SOLTE! PARE! O QUE ESTÁ ACONTECENDO! PARA POR FAVOR! EU IMPLORO! —Ele enfiou uma seringa em meu braço e me injetou algo.

—Fique calma e escute! Vou lhe informar seu estado de saúde! —Meus olhos novamente estavam sobrecarregando e meu corpo novamente estava estático.

—Não. Não. —Tentei gritar mas minha voz se dissipou no efeito daquela droga.

—Lamentavelmente você foi diagnosticada com câncer e Isto, bem, me serviu como alicerce para sequestrar você! Se o seu pai colaborar, logo estará em casa e poderá quem sabe fazer as quimioterapias, o que me diz? —Eu não podia responder, não podia gritar e nem pedir ajuda, eu não sabia se as palavras daquele homem eram verdadeiras, não sabia onde eu estava e por qual motivo. A droga novamente me apagou me impossibilitado de me defender.

Eu tinha medo do que podia acontecer comigo nas mãos daquele homem, mas tinha mais medo se a notícia do câncer fosse verdadeira. Acabamos de perder vovó, será que estávamos pagando por algo?

***

Assim que o efeito da droga passou acordei assustada, estava sentada em uma cadeira, meus braços e pernas estavam presas numa corda e minha boca tampada. Esforcei-me a todo custo para pedir ajudar, mas o pano abafava a todo custo meus gritos. Passaram alguns minutos e o homem voltou ao quarto.Tentei gritar mais forte e comecei a chorar amedrontada.

—Não chore princesa. Não tem mais nada a perder mesmo. —Disse ele tocando em meu rosto, virei com total nojo, naquele momento eu senti uma grande raiva daquele homem, eu queria matá-lo.

—Vamos falar com o papai, se ele fizer tudo certinho lhe mato de forma rápida. —O velho se aproximou bem próximo do meu rosto.

—Mas se não fizer, te usarei para uma nova experiência. —Tentei gritar, eu sentia muito medo com as ameaças, além daquele velho ser um sequestrador, ele também podia ser um cientista louco. Eu tinha que sair dali, tentei soltar as cordas mas estavam apertadas.

—Não perca seu tempo e sua energia com isto. —O doutor começou a discar no seu telefone, papai atendeu. —Continuei tentando soltar as cordas raspando-as na cadeira.

—SEU CANALHA EU VOU TE MATAR! —Disse papai furioso ao telefone.

—Acalme-se Erick, logo poderá ver sua filha. —Continuei forçando as cordas, eu acreditava que podia conseguir.

—Quanto você quer? ME DIZ LOGO! —Perguntou papai, o velho gargalhou como se tivesse ouvido uma piada. Com medo parei o que estava fazendo.

—Vocês Éliots sempre tão ignorantes. Seu dinheiro não me serve de nada! Quero algo mais valioso. —Eu não estava entendendo o sentido daquela conversa. Ele se virou e eu continuei a danificar as cordas presas a meus punhos.

—Pode ser mais específico? —Pediu papai. —Consegui soltar as cordas mas naquele instante o velho olhou para mim, eu tinha que esperar ele se distrair.

—Eu quero a máquina! Sei que ela funciona! Com a máquina poderei ter todo o dinheiro do mundo. —Ele se virou e eu aproveitei para desamarrar as cordas presas a meus pés.

—E mais poderei mudar qualquer destino, qualquer situação, ser o dono deste mundo, posso até ser Deus. —Eu consegui, estava livre, o homem se virou e então tentei fugir.

—O que pensa que está fazendo sua cretina! —Ele me segurou com o telefone em mãos , gritei.

—Papai não faça isto! Eu estou doente lembra? –Gritei tentando me soltar das mãos daquele monstro.

—Fica quieta garota!

—SOLTA MINHA FILHA! —Ouvi papai, o homem jogou o celular na parede com força e tirou uma seringa de seu jaleco.

—Hora de dormir!

—ME LARGA! SEU VELHO NOJENTO! —Gritei lutando, ele não conseguia inserir a seringa em meu braço, então logo começou a me sufocar, dei uma cotovelada em sua barriga mas ainda persistente não me soltou então lhe dei uma mordida com força em seu braço, ele me largou e aproveitei para fugir, saí da casa e me deparei numa floresta, eu não conhecia ali, já estava anoitecendo, mas não havia outro jeito, eu tinha que voltar para casa.

Comecei a correr sem rumo, o velho veio logo me seguindo, ele tinha algo na mão, fiquei com mais medo e tentei correr o mais rápido que pude, ele atirou em minha direção tentando me acertar no pescoço mas não conseguiu.

—VOLTA AQUI SUA VADIA! NÃO PODE FUGIR DE MIM . EU SOU MAIS FORTE DO QUE VOCÊ, E ESTOU ARMADO.

***

O Pânico me consumia de forma muito grande, eu sentia muito medo, eu era totalmente incapaz de fazer qualquer coisa, me sentia presa em um pesadelo sem fim, pisquei forte os olhos querendo me enganar de aquilo não era real mas eu não podia acordar, o homem atirou mais uma vez e acertou minha barriga, o sangue começou a pingar por onde eu corria, eu não conseguiria sobreviver, o homem era mais velho mas eu não tinha saúde, toquei em meu nariz e vi mais sangue, a história do câncer era real, eu nunca conseguiria vencer aquela luta, mas eu estava tão apavorada que decidi continuar correndo, o homem não parava de me seguir, eu não estava mais conseguindo respirar, parei por um segundo tentando recuperar o fôlego, pus minhas mãos na barriga para segurar o sangue que esbanjava da barriga, minhas mãos estavam tremendo de medo, toquei mais uma vez no meu nariz e em seguida na minha barriga misturando o sangue nos dois locais.

—Eu não quero morrer. —Disse chorando com muito medo. Respirei fundo pondo minhas mãos aos joelhos. Inspirei e expirei, inspirei e expirei.

O homem me encontrou, mais uma vez ele atirou mas eu desviei e continuei a correr ignorando o pouco ar dos meus pulmões, minhas mãos trêmulas e o sangue caindo ao chão.

Eu não ouvia mais o homem me seguir, decidi parar mais uns minutinhos, a ferida na minha barriga estava abrindo, já dava pra ver meus órgãos, com tanto medo me consumindo acabei vomitando. Ouvi o homem gritar.

—VOCÊ NÃO PODE FUGIR! NÃO CONHECE ESTE LUGAR! NÃO TEM SAÍDA. EU VOU TE ENCONTRAR! —Me encostei numa árvore com muito medo, tampei minha boca, eu não ouvia mais o homem, decidi me afastar da árvore e para vê-lo, foi o um erro, ele atirou três vezes seguidas, na quarta a bala não veio em minha direção, suas munições acabaram, ele largou a arma, voltei a correr e ele continuou a me perseguir até que cheguei no fim da linha. Tinha sim uma saída, mas não era a mais apropriada. Um precipício muito alto, eu diria uns 4 metros na qual me recordo. O homem chegou e se aproximou de mim.

—Venha aqui! Eu posso te ajudar! Posso lhe curar! —Apreensiva me afastei mais um pouco para trás olhando para o precipício.

—Do câncer. —Cochichou ele.

—Esta mentindo! —Respondi.

—Pensa bem. Você apenas adoeceu por que Elisa errou no uso da máquina. Posso voltar no passado e mudar isto. Vem comigo? —O homem estava com um sorriso largo e maldoso no rosto, e eu não tinha mais forças, minha boca começou a encher-se de sangue.

—Deixe-me ajudar podemos ser os reis do mundo. Venha comigo. —Pediu ele. Me afastei chegando a beira do precipício.

—Sinto muito. Minha hora chegou! —Me ergui para trás e deixei meu corpo cair.

***

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01/05 Venha Vitória a coroa é sua!

Livro 1 – Vitória – Castelo Para Vampiros
Todass as garotas me encaram.

—Não pode ser! —Diz Aly impressionada.

—Sofri Bullying a toa —Reclama Júlia.

—Venha Vitória, a coroa é sua! —Caminho até o palco, todos estão comovidos e paralisados com o resultado. 

Clarice põe a coroa em minha cabeça. Jack bate palma sozinho mas logo em seguida Aly faz o mesmo, depois minha irmã e aos poucos os outros exceto Gabriela e Tania.

—Policia militar todos parados! —Grita o policial arrombando a porta.

—O que está havendo? Por que minha filha está algemada? —Pergunta Alan o pai de Gabriela e Tania.

—Eu posso explicar senhor. —Gagueja Jack.

—Depois garoto, temos problemas maiores agora. —Logo Jack solta a garota, todos começam a gritar.

—Tudo bem pessoal. Minha filha será castigada mais tarde mas agora quero que me ajudem a encontrar os rebeldes. Não precisam ter medo, vocês só tem que tocar nesta água. —Informa ele. 

Desço o palco e procuro por Dodge.

—Temos que sair! —Informa ele.

—O que é aquilo?

—Verbena!

—Porta dos fundos?

—Tem dois guardas lá. 

—Será meu lanche! —Digo e caminho até a porta, golpeio um dos guardas com um jarro que vejo ali logo o outro tenta atirar em mim mas corro e quebro o seu pescoço, Dodge mata outro e se alimenta.

—Bom apetite! —Digo e saio dali correndo.
Consegui o prêmio, me tornei uma princesa aos olhos deles. Quando minha irmã chega em casa dou a coroa a ela.

—O que houve com você? Sumiu após a coroação! —Pergunta Júlia desconfiada.

—É que eu passei mal, um dos policiais me trouxe para casa. —Minto.

+++

Após o concurso, Jack me olhou com olhos diferentes, desde crianças éramos inimigos, brigávamos por tudo mas recentemente ele se aproximou de mim de um modo que não dá pra explicar. 
Finalmente Tânia percebeu algo diferente em nossa relação e foi conversar comigo, ela se abriu e me disse o motivo da traição, era um trato com um traficante, sexo por droga. 

No fundo eu não queria separa-los mas cedo ou tarde a relação deles acabaria. Me sinto com mais fome desde que vi Jack, há algo diferente em seu sangue, algo que me chama bastante atenção, parece impossível ficar próximo a ele. A cada dia que passo fico mais fraca, preciso me alimentar mesmo que seja errado matar um humano, encontro uma forma de aliviar a culpa, mato somente as pessoas ruins. Fui até a delegacia procurar por respostas, encontrei um arquivo no computador chamado rebeldes, eles sabiam dos vampiros, não apenas isto, queriam exterminar  a todos. Achei também uma lista de assassinos na cidade. Esta era a única forma de me alimentar, saí procurando e riscando os nomes desta lista.

Encontrei um em um bar, ofereci bebida boa e cara, não foi difícil pendura-lo numa árvore. Fui atrás do segundo que estava em uma mansão. Não foi difícil entrar, foi divertido, com minha agilidade mordi todos os seguranças. Aproveitei o banquete e levei também para a floresta. Havia muitos corpos pendurados ali, ia me divertir muito aquele dia. 

Mais tarde Jack bateu na porta do meu quarto. Eu estava passando mal, era a leucemia, apesar de eu ter encontrado uma espécie de cura minha febre continuava alta. Estava deitada na cama e com preguiça de atender. 

—Vitória sou eu Jack —Lembrei-me do pacto que fiz com Dodge e tinha certeza que minha febre estava alta por que não estava me alimentando direito. 

Levantei num instante e vesti minha roupa de princesa. Abri a porta e algo aconteceu. 

—Nossa. Você está linda. Esta incrível, esta —Disse ele, ficou sem palavras. Eu não me sentia muito bem, estava acontecendo algo comigo, eu o desejava, queria muito do seu sangue, queria muito, queria muito, meus olhos ficaram vermelhos de repente. 

—Você está bem? 

—Sim é só a febre —Respondi abaixando a cabeça indo em direção a cozinha. 

—Júlia me contou da sua doença. Sinto muito —Júlia era  sempre intrometida. Abri a geladeira e pus água em um copo. 

—Estou bem. 

—Eu não

—O que? 

—Não estou bem. Eu e Tânia tivemos que terminar mas ela não aceita isto —Explicou ele. 

—Sinto muito —Bebi um pouco da água. 

—Ela tem que entender que acabou e não tem mais volta. Além disso estou interessada em outra

—Posso saber quem é? —Perguntei engolindo um pouco mais de água. 

—Chamam ela de princesa. —Quase engasguei com esta resposta. 

—Vai ser mais fácil do que pensei. —Disse baixinho. 

—O que disse? —Perguntou ele. 

—Nada. —Voltei a sala disfarçando meu interesse. 

—O que vai fazer hoje? —Pergunta ele.
Estávamos sozinho em casa. Esta era uma boa chance mas eu não podia tentar nada agora, queria muito mata-lo. 

—Nada.

—Então vamos a uma festa? —No estado em que estava não era uma boa ideia.

—Desculpa eu não estou bem. 

—Na real não vim aqui te chamar para festa não. No dia do concurso todos tiveram que tocar na água, não obtivemos sucesso por que os rebeldes fugiram. Entre eles uma princesa de vestido preto. Quer me dizer o que houve? Por acaso sabe o que há na água?

—Se quer mesmo saber, eu passei mal vomitando, encontrei um amigo pra me levar pra casa, o nome dele é Dodge. Não sei que tipo de policial usa água para encontrar um criminoso. Como de esperar é ridículo isto dar certo.

—Toque aqui por favor! —Ele me mostra uma planta parecida com verbena. Agora é o fim. Ele sabe o que eu sou. Mesmo assim toco e nada acontece.

—Desculpa, eu estava enganado.

—Pensou que eu fosse uma rebelde? Me explica Jack o que está acontecendo afinal?

—Você acredita em Vampiros?

—Não seja ridículo!

—Sabia que não acreditaria. Mas esta é a verdade. As mortes na floresta, aqueles corpos pendurados, o sangue das vítimas. Parece absurdo mesmo mas eu sei que são eles. Meu parceiro Alan está mantendo um em cativeiro, posso te mostrar se quiser.

—Desculpe Jack esta me dizendo que Vampiros São reais?

—O nome dele é Thomas. Eles são rápidos, fortes, inteligentes, podem te hipnotizar e dizer coisas sobre o futuro. —Eles prenderam meu pai.

Estou começando a ficar com medo.

—A minha doença já é problema muito grande pra mim. Desculpe, prefiro não acreditar.

—Desculpa o incomodo. Me liga se precisar de algo. —Ele saiu, uma pontada bateu em meu coração, admito que o cheiro do sangue dele me chamou bastante atenção, sempre que tive vontade de matar alguém eu matava mas com ele não pude, não podia se não Dodge não me daria o que eu queria, não podia mata-lo, fiquei furiosa, muito furiosa, eu quebrei tudo que encontrei ali. Eu queria muito mata-lo. 
O tipo do seu sangue combinava exatamente com o meu. Eu o queria muito, mas não podia fazer aquilo. Saí dali furiosa e descontei nos primeiros que encontrei. Vi um homem na esquina corri até ele e quebrei sua cabeça. Levei até a floresta arrastando pelo pescoço mesmo, me alimentei mas eu ainda estava com fome. Não importava quantas pessoas matasse, a minha fome ainda estava ali. Depois que vi Jack descontrolei-me emocionalmente e fisicamente. Não conseguia entender o que estava acontecendo com meu corpo. Como conseguir tocar na  verbena? Olhei minhas mãos estava tremendo, estava com medo, não sabia o que significava isto. Matei muitas pessoas naquela noite. Preferia as mulheres o sangue delas era mais gostoso, elas ficavam desesperadas e implorava para solta-las, era isso que fazia meu show ficar bom. Me alimentava na frente das vítimas para que elas já se preparassem para o pior. Eu as via gritar e ficava feliz ao ponto de dar pulinhos. Foi doentio. Foram muitas vítimas naquela noite. Fiz uma boa coleção na floresta. 

+++

Estava tentando dormir mas o som estava alto. Estava tendo uma festa ali e sabia que Jack tinha ido. Me arrependi de não ter aceitado o convite. Não era tarde pra ir então me vesti. Coloquei uma meia calça preta rasgada, botas e uma blusa de frio. Fui correndo. 

Cheguei lá e passava uma música eletrônica, escutava tudo com clareza então o som estava me machucando. Meu objetivo era ir até o DJ, hipnotiza-lo para desligar o som mas algo me impediu. Observei Jack beijando minha irmã, foi uma cena terrível para mim. Então era está a princesa de quem ele falava, foi por isto que ela contou da minha doença a ele, para que se afastasse. Fui traída pela minha própria irmã e iludida pelo meu melhor amigo.

Fiquei com muita raiva, fingi não ter visto nada e fui até o balcão, engoli uma bebida forte. Havia muitas pessoas ali, e eu estava faminta mas tinha que ser discreta. Bebi mais uma dose da bebida. 

—Vai com calma princesa! —Disse um garoto pardo parecido com Jack, também tinha os olhos castanhos.

—Me chamo Pablo —Ele estendeu a mão. 
—Vitória! —Cumprimentei. 

—Ah você está ai! —Disse uma garota chegando. Era linda branca e tinha os cabelos negros, seus olhos azuis como o céu. 

—Anne acalme-se —Disse Pablo. 

—Acalme-se? Há um monte de traficantes aqui

—Isto não é problema para nós sabe disso.
 
—Eles podem pegar suas armas e sair atirando em todo mundo. 

—Relaxa. Faça como a Vitória, engole esta aqui —Disse Pablo passando um copo. 

—Está bebendo? —Perguntou Anne surpresa. 

—Vitória vamos sair daqui. —Ele me puxou para a multidão.

Dançamos com os copos em mãos. Bebi e dancei muito. Felizmente Jack me avistou e eu propositalmente beijei Pablo. Abri os olhos e avistei Jack saindo. Agora que tinha conseguido o que queria fui comemorar. Hipnotizo Pablo. 

—Agora que você já foi usado pode cair fora. —Disse olhando firme em seus olhos. Num instante ele saiu. 

Ao lado da casa noturna avistei usuários e traficantes de drogas. Nunca havia usado uma, então está era a hora, eu queria comemorar. 

Cheguei com meu jeito meigo e delicado, matei dois usuários quebrando o pescoço deles. Avistei os traficantes correrem fui atrás ainda mais rápido, joguei eles ao chão e fiz minha festinha. Todas as drogas que eles usaram eu senti no ato de beber o sangue, foi incrível. O som estava bem alto então fiquei triste por não ouvir os gritos deles. 

         Continua…

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